sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Mais observações de minhas viagens

A classe média do interior do Rio de Janeiro ainda é tradicional, com padrão étnico europeu e fechada. Até aí nada demais. Entretanto, diferente do que vem acontecendo nos grandes centros, no interior o brasileiro de aparência típica, e de classes mais baixas, geralmente só consegue ter ascensão social através da política ou de situações muito raras. E mesmo quando isto acontece, este possível (e raro) emergente não consegue ter uma convivência tão interativa com aquela classe média. Essa pouca possibilidade de crescimento socioeconômico das classes interioranas mais baixas torna evidente que o progresso e avanços sociais são como uma onda, que vai se enfraquecendo quanto mais longe ela vai ficando do ponto de partida, que no caso são os grandes centros. É preciso criar estruturas que acelerem o crescimento social no interior do país, sem quebrar a cultura e as tradições locais, é claro! Ah, já está sendo feito isto? Só que não! Precisamos fazer de forma diferente: não pode ser mais admissível que um indivíduo urbano, e vivendo em grandes centros urbanos, continue tomando as principais decisões que formatam a vida do indivíduo rural e interiorano. É preciso haver descentralização de poderes para tratar das políticas típicas de cada região, e entender (de verdade) a grande diferença entre o urbano, o interiorano e o rural. Algo assim só pode ser feito in loco.

Por Sergio Luiz Ribeiro 
Presidente Estadual do Partido do Meio Ambiente
Graduando em Ciências Sociais pela UFRRJ
Orientando em pesquisa de Antropologia e Educação

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“SE ELES LÁ NÃO FAZEM NADA, FAREMOS TUDO DAQUI!”

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