A classe média do interior do Rio de
Janeiro ainda é tradicional, com padrão étnico europeu e fechada. Até
aí nada demais. Entretanto, diferente do que vem acontecendo nos grandes
centros, no interior o brasileiro de aparência típica, e de classes
mais baixas, geralmente só consegue ter ascensão social através da
política ou de situações muito raras. E mesmo quando isto acontece, este
possível (e raro) emergente não consegue ter uma convivência
tão interativa com aquela classe média. Essa pouca possibilidade de
crescimento socioeconômico das classes interioranas mais baixas torna
evidente que o progresso e avanços sociais são como uma onda, que vai se
enfraquecendo quanto mais longe ela vai ficando do ponto de partida,
que no caso são os grandes centros. É preciso criar estruturas que
acelerem o crescimento social no interior do país, sem quebrar a cultura
e as tradições locais, é claro! Ah, já está sendo feito isto? Só que
não! Precisamos fazer de forma diferente: não pode ser mais admissível
que um indivíduo urbano, e vivendo em grandes centros urbanos, continue
tomando as principais decisões que formatam a vida do indivíduo rural e
interiorano. É preciso haver descentralização de poderes para tratar das
políticas típicas de cada região, e entender (de verdade) a grande
diferença entre o urbano, o interiorano e o rural. Algo assim só pode
ser feito in loco.
Por Sergio Luiz Ribeiro
Presidente Estadual do Partido do Meio Ambiente
Graduando em Ciências Sociais pela UFRRJ
Orientando em pesquisa de Antropologia e Educação
Por Sergio Luiz Ribeiro
Presidente Estadual do Partido do Meio Ambiente
Graduando em Ciências Sociais pela UFRRJ
Orientando em pesquisa de Antropologia e Educação







Nenhum comentário:
Postar um comentário